Elmar Juan Passos Varjão Bomfim sustenta que a definição de escopo em grandes obras de infraestrutura é um dos momentos mais determinantes de todo o ciclo do empreendimento, pois estabelece os limites técnicos, operacionais e decisórios que irão orientar todas as etapas posteriores. Escopos genéricos, mal delimitados ou construídos sem base técnica consistente tendem a gerar distorções que só se manifestam plenamente durante a execução, afetando prazo, custo, qualidade e previsibilidade operacional de forma cumulativa e difícil de reverter.
Nesse sentido, o escopo deixa de ser apenas um documento contratual formal e passa a representar a tradução técnica das intenções do projeto. Quando essa tradução é imprecisa ou excessivamente aberta, a obra passa a conviver com interpretações divergentes, decisões improvisadas e aditivos recorrentes, comprometendo a eficiência global do empreendimento e fragilizando sua governança técnica ao longo do tempo.
Escopo técnico como estrutura de controle do projeto
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim percebe que o escopo técnico funciona como a principal estrutura de controle do projeto, pois delimita com clareza o que será executado, em quais condições, com quais métodos construtivos e segundo quais critérios de desempenho. Um escopo bem estruturado reduz incertezas, organiza interfaces entre disciplinas e estabelece limites objetivos para decisões técnicas ao longo da execução.
Quando essa definição é feita de forma superficial ou incompleta, a execução passa a absorver indefinições que deveriam ter sido resolvidas previamente, transferindo para o canteiro problemas que pertenciam à fase de planejamento. A engenharia, nesse cenário, é obrigada a decidir sob pressão, muitas vezes sem respaldo técnico completo, o que eleva o risco de soluções inadequadas e compromete a coerência global do empreendimento.

Escopo mal definido e ampliação de riscos técnicos
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim analisa que escopos mal definidos ampliam de forma significativa os riscos técnicos e operacionais da obra, pois criam zonas de incerteza que se propagam ao longo do projeto. Ambiguidades quanto a responsabilidades, métodos construtivos, limites de fornecimento ou níveis de desempenho geram conflitos recorrentes, retrabalhos e revisões constantes durante a execução.
Esses riscos se refletem também em impactos financeiros e jurídicos, uma vez que a ausência de critérios claros dificulta o controle de mudanças e enfraquece a previsibilidade contratual. A engenharia, ao atuar com rigor na definição do escopo, reduz a exposição a disputas e contribui para um ambiente de maior estabilidade técnica e operacional.
Escopo como instrumento de alinhamento entre agentes
Segundo a avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o escopo técnico exerce função central no alinhamento entre os diversos agentes envolvidos em grandes obras, pois estabelece uma referência comum para expectativas, responsabilidades e critérios de decisão. Projetistas, construtores, contratantes e operadores passam a trabalhar a partir de um entendimento compartilhado sobre os limites e objetivos do empreendimento.
Esse alinhamento é especialmente relevante em empreendimentos complexos, nos quais múltiplas interfaces precisam funcionar de forma coordenada para evitar conflitos e atrasos. Um escopo tecnicamente consistente organiza essas interações, reduz ruídos de comunicação e contribui para uma execução mais fluida, previsível e integrada.
Rigor técnico na definição de escopo como fator de sucesso
Sob a perspectiva de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o rigor técnico na definição de escopo representa fator decisivo para o sucesso de grandes obras de infraestrutura, pois condiciona todas as decisões subsequentes do projeto. Empreendimentos que investem análise, tempo e profundidade nessa etapa inicial tendem a apresentar maior estabilidade, menor necessidade de ajustes corretivos e melhor controle dos resultados ao longo do tempo.
Ao tratar o escopo como elemento estratégico, e não como mera formalidade burocrática, a engenharia contribui para obras mais previsíveis, eficientes e alinhadas aos objetivos do empreendimento. Essa postura técnica reforça o papel do planejamento rigoroso como base para decisões sustentáveis e para a entrega de resultados consistentes no longo prazo.
Autor: Irina Nikitina
