Presidente americano assinou proclamação chamando a data de “Dia do Patriota” e prometeu reforçar a segurança nacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou nesta sexta-feira, 11 de setembro, de uma cerimônia no Pentágono para marcar o 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, um dos episódios que mais influenciaram a política externa e a segurança nacional americanas nas últimas décadas. A participação no Pentágono representa uma mudança em relação à tradição recente, já que presidentes costumam se revezar entre os três locais atingidos pelos ataques.
A escolha pelo Pentágono
Diferente de anos anteriores, quando chefes de Estado costumavam comparecer à cerimônia tradicional realizada no Marco Zero, em Manhattan, Trump optou por participar do evento organizado no Pentágono, um dos alvos atingidos pelos sequestradores em 2001. Segundo veículos americanos, a ausência na cerimônia de Nova York estaria relacionada às regras do evento no Marco Zero, que não permitem discursos de autoridades políticas durante a homenagem. A Casa Branca, no entanto, negou que essa tenha sido a motivação da escolha.
Cerimônias solenes também foram realizadas simultaneamente em Nova York e na Pensilvânia, nos locais atingidos pelos outros dois voos sequestrados, incluindo a leitura tradicional dos nomes das quase três mil vítimas no National September 11 Memorial & Museum, em Manhattan.
A proclamação do “Dia do Patriota”
Na quarta-feira, véspera do aniversário, Trump assinou uma proclamação oficial designando o dia 11 de setembro de 2026 como o “Dia do Patriota”, medida que recorda os ataques e reforça o compromisso do governo americano em fortalecer as defesas do país contra novas ameaças. O texto se soma a uma série de manifestações públicas do presidente ao longo da semana sobre o tema, incluindo um discurso realizado na terça-feira, em evento próximo à Casa Branca, no qual prometeu que os Estados Unidos “nunca esquecerão” as vítimas do atentado.
Durante esse discurso, organizado pela Fundação Tunnel to Towers e batizado de Steel Across America, Trump afirmou que os ataques de 2001 representam um dos poucos momentos da história capazes de dividir o tempo entre um antes e um depois. O evento reuniu cerca de 150 socorristas de Nova York, além de representantes de Washington e da Pensilvânia, em torno de uma viga de aço retirada dos escombros das Torres Gêmeas.
Discurso sobre segurança nacional
Em outro evento realizado na quinta-feira à noite, em Dallas, familiares de vítimas dos ataques se juntaram a bombeiros fardados no palco enquanto a música “Ave Maria” era executada em homenagem às vítimas. Ao longo da semana de comemorações, Trump reforçou publicamente o compromisso de usar “todo o poder” do país para impedir que um ataque de proporções semelhantes volte a ocorrer, declaração feita durante o evento organizado pela Tunnel to Towers, entidade dedicada a apoiar famílias de policiais, bombeiros e militares mortos em serviço.
Contexto histórico da data
Os ataques de 11 de setembro de 2001, promovidos por sequestradores da rede Al-Qaeda contra o World Trade Center, o Pentágono e um avião que caiu em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, resultaram na morte de quase três mil pessoas e serviram de estopim para a chamada Guerra contra o Terror, movimento que incluiu as invasões do Iraque e do Afeganistão nos anos seguintes. Passadas duas décadas e meia, a data segue sendo tratada pelo governo americano como um marco central na formulação da política de segurança nacional do país, reforçado neste aniversário pelo conjunto de cerimônias e declarações públicas realizadas ao longo da semana.
Fontes consultadas:
https://www.trtportugues.com/article/6422992e5ee4
https://www.nossagente.net/trump-promete-usar-todo-poder-dos-eua-para-impedir-novo-ataque-como-o-11-de-setembro/
https://www.dgabc.com.br/Noticia/4345706/trump-comenta-economia-e-reitera-que-ira-nunca-tera-arma-nuclear-em-evento-do-11-de-setembro
