Como pontua o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o planejamento de fiadas é o tipo de decisão que separa uma obra previsível de um canteiro que “paga” em cortes, sobras e retrabalho. A perda, muitas vezes, não nasce do material, e sim da falta de lógica repetível na elevação das paredes. Se a sua intenção é reduzir desperdícios sem sacrificar qualidade e ritmo de execução, vale avançar na leitura e entender onde as perdas realmente se formam.
Modulação e planejamento de fiadas: Quando a parede vira um sistema?
Uma alvenaria eficiente não é uma soma de blocos assentados, e sim um sistema modular que respeita repetição e coerência geométrica. À vista disso: o planejamento de fiadas precisa dialogar com dimensões de blocos, vãos, encontros e alinhamentos com elementos estruturais. Como resultado: a obra diminui a quantidade de decisões tomadas “na parede”, porque a lógica já foi definida antes da execução.
No entendimento do Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, modulação não é formalidade de projeto, mas o mecanismo que reduz variabilidade. Quando a modulação é consistente, a fiada deixa de ser um evento isolado e passa a ser parte de uma sequência previsível, com menor propensão a recortes.
Paginação e aberturas: Onde recortes começam a se multiplicar?
Aberturas de portas e janelas interferem diretamente na continuidade das fiadas, criando transições que podem gerar peças especiais, ajustes e sobras. Dessa forma: quando a paginação não considera adequadamente a posição dos vãos, a obra tende a produzir recortes pequenos e repetidos, com baixa eficiência de uso do material. Sob o olhar do Engenheiro Valderci Malagosini Machado, por conseguinte: cresce o volume de perdas e aumenta o tempo de execução, pois cortes demandam medida, conferência e correção geométrica.
Juntas e tolerâncias: A geometria que define consumo e retrabalho
Mesmo com blocos bem dimensionados, a obra convive com tolerâncias de fabricação e com variação de assentamento. À vista disso: a junta de argamassa deixa de ser apenas ligação e passa a influenciar a geometria final da parede. Como resultado: pequenas variações se acumulam ao longo das fiadas, criando desalinhamentos que, mais tarde, exigem correções e elevam consumo em revestimentos.
A perda raramente aparece como um “erro grande”; ela surge como soma de desvios pequenos e repetidos. Planejar fiadas também significa reduzir a margem para acúmulo de variações, já que o custo do desvio tende a se revelar mais adiante, no ajuste de prumo, nível e acabamento.

Compatibilização entre estrutura e alvenaria: Menos surpresas, menos desperdício
Quando lajes, vigas, apoios e encontros estruturais não estão compatibilizados com a lógica de fiadas, o canteiro enfrenta interrupções que geram cortes e remendos. À vista disso: o desperdício deixa de ser somente material, e passa a incluir tempo de equipe e perda de ritmo. Como resultado: o cronograma fica mais sensível, porque o avanço da alvenaria depende de decisões pontuais que travam a sequência de execução.
No entendimento do Engenheiro Valderci Malagosini Machado, compatibilização não é etapa “depois”; ela é parte da produtividade. O planejamento de fiadas precisa considerar as interfaces com estrutura para preservar repetição e reduzir ajustes, principalmente em regiões onde a parede encontra lajes, pilares e mudanças de geometria.
Perdas como custo oculto: Por que recortes afetam mais do que o orçamento de blocos?
Perda não é apenas o bloco que sobra. Ela inclui transporte interno, manuseio, descarte, tempo de corte e retrabalho de alinhamento. Recortes elevam custo indireto e ampliam risco de variabilidade de qualidade, pois paredes com muitos ajustes tendem a apresentar comportamento menos uniforme. A obra pode gastar menos no preço unitário do bloco e mais na conta silenciosa da execução, como destaca o Engenheiro Valderci Malagosini Machado.
Planejamento de fiadas reduz perdas ao transformar execução em repetição controlada
Planejamento de fiadas diminui recortes e perdas quando transforma a alvenaria em sequência repetível, alinhando modulação, paginação de aberturas, tolerâncias e interfaces com estrutura. A obra fica mais previsível porque decide antes o que seria resolvido durante a execução, reduzindo variabilidade e evitando que o canteiro “compre” desperdício em forma de ajustes. Portanto, esse é o tipo de ganho que aparece no material, no tempo e no padrão final entregue ao cliente.
Autor: Irina Nikitina
